Meirelles e o voto do dinheiro

amarildomeirelles

A entrevista de Henrique Meirelles à Folha, ontem, como era fácil antecipar, criou uma crise com  os tucanos na já complicada tentativa de  votação da reforma da previdência, pela qual Michel Temer abre os cofres do Governo.

Não que Alckmin desperte alguma paixão e por ela mereça defesas ao “caia fora” que o ministro da Fazenda lhe dá na entrevista.

Mas porque Meirelles não consegue conter a arrogância com que, em nome do “mercado” exige o alinhamento dos políticos.

Ainda na semana passada, ao garantir que a previdência seria votada de qualquer maneira, levou uma “rabanada” de Rodrigo Maia: “Se o ministro trouxer os votos, votamos”.

A certeza que tem o campo conservador de que a candidatura Lula será excluída transformou-o num picadeiro de ambições e traições.

Meirelles decreta-se candidato. Luciano Huck e João Doria, politicamente desclassificados de uma disputa eleitoral verdadeira, permaneceriam, segundo diz Eliane Cantanhêde “na espreita”, esperando que Alckmin não se firme nas pesquisas.

Todos dão de barato que, com a ausência de Lula, basta conseguir ser candidato para vencer.

Estão certos de que o dinheiro, pela voz do “mercado”, é quem ditará o vencedor de uma eleição onde o favorito, pensam eles, será previamente cassado da disputa.

É por isso que, mesmo não tendo mais que 1% dos votos populares, Meirelles é um personagem a eliminar.

E a reforma  da previdência é, neste momento, o lugar onde cortar suas asas.

 

 

contrib1


Der WhatsApp Chat ist offline

Comentários no Facebook