Mão atada, pé amarrado

Depois da visita do casal Moro a Jair Bolsonaro no hospital, ontem, não creio que se sustentem os apelos a que o ex-juiz deixe o Governo, por não estar disposto a aceitar que o “chefe” interfira (mais) no Ministério da Justiça e na Polícia Federal.

A foto bem que merecia a legenda de “uma mão amarra um pé”, pois tanto serviu para amarrar a mão de Jair Bolsonaro para “ir de leve” com a intervenção na Polícia Federal como ata os pés de Sérgio Moro para qualquer desembarque do Governo.

O jogo de gato e rato entre ambos está longe de terminar, porque interessa a Bolsonaro deixar que Moro encolha mais antes do fim e a Moro apavora ficar sem o cargo, pelo que lhe podem fazer, a partir daí, os tribunais superiores.

Repito o que disse na sexta-feira, à TVT: Moro não tem para onde ir e quem não tem as vértebras duras da dignidade não sai sem ter abrigo.

Para quem achou que seria dono do governo, talvez a frase que Moro postou em seu twitter seja apenas uma amarga constatação: “o homem é forte”…

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