Mandetta, se ficar, terá de ser cúmplice do genocídio

O Ministério da Saúde “sinalizou”, segundo diz o G1, que pode reduzir o isolamento social, caminhando para fazê-lo como quer Jair Bolsonaro: isolar apenas os idosos e os “doentes” e liberar a circulação para os demais.

É inútil repetir que o tal “isolamento vertical”, além de ser uma espécie de gueto para os que eles consideram inservíveis, não funcionou em nenhum lugar do mundo, ao contrário do que deu resultados: a contenção mais absoluta do movimento e reunião de pessoas.

A situação do Brasil está longe de despertar tranquilidade para qualquer tipo de relaxamento.

As advertências a isso estão por toda a parte. Os EUA, há apenas 18 dias, tinham o mesmo número de casos que temos hoje. E menos mortes.

Eram 13 mil infectados e 206 mortes e hoje são 363 mil e quase 11 mil mortos.

18 dias, menos de três semanas e por lá morrem mil por dia.

Os jornais fizeram vista grossa à projeção de mais de 100 mil mortos em São Paulo, feita por um dos integrantes da equipe de médicos que assessora o governador João Dória.

Que estejam errando em 50%, ainda assim é aterrador.

Essa história de que “está acabando” na Europa nada tem de “científico”, três ou quatro dias com menos casos – tomara que não – podem ser meras variações na notificação ou na aplicação de testes, além da variação natural típica destas situações.

Já vimos, no final de semana, a quantidade de irresponsabilidades praticadas pela baixa convicção de que o isolamento é necessário.

Se esta tolerância vier do próprio Ministério da Saúde, só irá aumentar a concentração de pessoas na rua, ainda mais que o auxílio emergencial continua perdido no horizonte e o povão precisa viver.

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