Maia sapateia em Temer e Meirelles por nota da S&P

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A base governista, diriam os que usam palavras fora de moda, é um serpentário.

A naja rainha, Michel Temer, ontem, serpenteou entre todos eles, invocando sua condição real.

Merval Pereira diz mesmo que ele mostrou que quer enroscar-se com Alckmin, que gosta do afago, mas teme o veneno fatal  da impopularidade.

Henrique Meirelles, castigado pelo Deus-Mercado por sua “fé sem obras”, com a praga da nota de crédito da Standard & Poor’s, parece ter perdido o “encanto”. No Estadão, diz-se que o “dream team” falhou; Miriam Leitão insinua que isso era mesmo sonho de um ministro “que se apresentava como uma pessoa com trânsito internacional” e que agora, acha difícil que possa sustentar uma candidatura. Merval, o guru mor, diagnostica  que “a perspectiva futura do pais não e nada boa”.

Maia, o Rodrigo Pimpão do Botafogo da política e da lista da Odebrecht, aproveitou a deixa e mostrou que não vai deixar barato a tucanização do governo, que tira do DEM  a condição de aliado preferencial do PMDB. Recusou a “culpa” da Câmara – apontada por Meirelles – no atraso (dir-se-á melhor, na inviabilização) da reforma da Previdência e que a nota de crédito caiu por conta das denúncias contra Temer no escândalo da JBS.

“”O que pesou foram duas denúncias que atrasaram a votação da [reforma da] Previdência. De fato, o governo ficou fraco após as denúncias”, disse ao Estadão.

E repeliu a declaração de Meirelles de que a Câmara é quem demora a aprovar a reforma, dizendo que era uma pena que Meirelles desse “respostas de candidato”.

Como já se disse aqui, há um clima de “barata voa” na base governista e Geraldo Alckmin é o único que pode “jogar parado”. Um bando de nanicos eleitorais que só existem porque confiam que Lula será impedido de concorrer.

O governador paulista é a encarnação política da frase de Millôr Fernandes: “muito mais importante que ser genial é estar cercado de medíocres”.

 

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