Maia diz que mandará para o lixo liberação de garimpo em terra indígena

Encrenca à vista.

O Governo Bolsonaro anuncia que vai mandar ao Congresso a liberação de mineração em áreas indígenas, para alegria de sua turma garimpeira.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, reage à proposta com um seco “recebo e arquivo, recebo e arquivo”, dito a Miriam Leitão, na Globonews.

Não pensem que o espírito do Marechal Cândido Rondon baixou em Maia.

É que está evidente que a causa ambiental tornou-se um dos maiores empecilhos para os interesses econômicos no Brasil.

Em dez meses, tivemos Brumadinho, queimadas e desmatamentos, toneladas de óleos nas praias e reservas ambientais do Nordeste.

É pouco?

Mesmo que não se considere responsabilidade direta de Bolsonaro cada um ou todas destas desgraças, o fato é que têm repercussão inegável sobre as matrizes de capital interessadas em lucros no Brasil.

Os leilões de petróleo, além das inseguranças do ponto estritamente negocial, mostraram que estamos em posição de isolamento e ninguém ache que as ofensivas de garimpeiros sobre índios não o fosse agravá-lo.

Nem na área ambiental, nem na diplomacia, o Brasil tem gestores capazes e personagens equilibrados para mitigar o impacto destes desastres, nem sobre matas e mares, nem sobre a visão do mundo sobre nosso país.

Pouco importa a Bolsonaro e ninguém duvide que ele, amanhã, faça algum espetáculo de rodar bateia em algum garimpo.

Aqueles miseráveis, delirantes da febre do enriquecimento e dispostos a bala são batalhões fiéis de sua infantaria, como os caminhoneiros são sua cavalaria pesada.

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