Lava Jato festejou prisão de Lula “como se fosse Natal”, diz Greenwald

Embrulhar o estômago assistindo o Segunda Chamada com Glenn Greenwald – e explico adiante a razão – valeu a pena por uma informação que será bombástica quando vierem a tona seus detalhes.

Glenn diz que, no dia em que o Supremo Tribunal Federal – com o covarde “não penso assim, mas sigo o colegiado” de Rosa Weber – decidiu que Lula poderia ser preso antes do trânsito em julgado de sua condenação, tal como está na Constituição e no Código de Processo Penal, a Força Tarefa “festejou o dia inteiro, como se fosse Natal”.

Dá para imaginar os esparramos verbais e impropérios que devem estar registrados, tal como uma torcida de futebol festeja um gol irregular, mas validado.

Aguardemos para ver como explicarão  com o “não me lembro, mas o diálogo pode ter sido fraudado”.

O ponto do vídeo, que não pude editar, está aqui, para quem não quiser ver tudo e sentir vergonha do papel a que se prestam jornalistas brasileiros.

Vera Magalhães, principalmente, e Mara Luquet (aquela que deixou o lugar de comentarista de economia da Globonews para ser garota-propaganda do Bradesco), deram uma lição do que é fazer um pastiche de jornalismo a favor de Moro.

Primeiro, repetindo o discurso oficial de que fonte mantida em sigilo – como é nosso dever profissional – não merece credibilidade, mesmo checadas as informações.

Depois, acusando Greenwald de “parcialidade” por “focar no caso Lula”.

Senhoras, jornalismo é saber focar no que tem mais importância jornalística e até o contínuo do jornal sabe que o caso Lula é o de maior repercussão, aqui e no mundo…

Gleen provou que outros assuntos foram levantados – como os “melindres de FHC” –  mas desmontou as duas com uma resposta que certamente elas não gostaram de ouvir. É que, nos grupos internos e nos diálogos com Moro, Lula é assunto que é tratado “muito mais do que todos os outros juntos”.

E vergonhoso e – ainda bem – acabou sendo, para os que comentam o vídeo no Youtube, o fato de relevo do programa.

Mais importante ainda que a impressionante segurança do editor do The Intercept, demonstrando o quanto ainda está por vir.

O vídeo, na íntegra. A “festa de Natal” está aos 48’48’.

O trecho, que encontrei cortado no Twitter, via DCM:

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