Lava Jato “camufla” investigação irregular, diz PGR

Leonardo Cavalcanti, no Poder360, revela o que estava por trás da da investida do comando central da Procuradoria Geral da República sobre a Lava Jato do Paraná e que fez as Vestais das Araucárias apresentarem-se como “vítimas” de uma conspiração dos corruptos.

É que a equipe de Augusto Aras percebeu que na denúncia enviada pela Lava Jato a Luiz Antônio Bonat, que substituiu Sergio Moro na 13a. Vara Federal de Curitiba, em dezembro passado apareciam um certo Rodrigo Felinto e outro David Samual, ninguém mais, ninguém menos que os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia de Davi Alcolumbre, mencionados por sobrenomes que, na vida política, abandonaram.

A suspeita é que a turma de Deltan Dallagnol os tenha investigado sem pedir autorização ao Supremo Tribunal Federal, como seria obrigatório.

“A PGR em Brasília encontrou vários casos semelhantes. Haveria até nomes incompletos de ministros do STF, que podem ter tido seus sigilos quebrados de maneira irregular.
Até agora, não há provas de que de fato os nomes camuflados em denúncias possam ter sido todos investigados. É isso que a PGR em Brasília agora tenta descobrir.”

O ex-intocáveis se defenderam de maneira pífia, dizendo que não investigaram nenhum político com foro qualificado.

Em outra frente, o procurador Lucas Furtado, que atua junto ao Tribunal de Contas da União, pediu a abertura de investigação sobre a compra de três aparelhos de escuta e gravação telefônicas que teriam sido usados pelos procuradores paranaenses e sobre possível fraude na distribuição de processos onde atuaram.

A Lava Jato, agora que cumpriu suas finalidades político-eleitorais tornou-se um quisto que o próprio MPF quer expelir.