Kennedy Alencar: Moro quer fazer de Dallagnol o sucessor de Dodge na PGR

Este Tijolaço já havia chamado a atenção sobre o perigo, com base nas ilações de Eliane Cantanhêde: Sérgio Moro prepara a indicação do seu parceiro Deltan Dallagnol  para a Procuradoria Geral da Justiça em setembro.

Hoje, o correto e bem informado Kennedy Alencar dá, em seu blog,  mais detalhes sobre a articulação em marcha (leia abaixo).

A Lava Jato, há muito tempo, não havia deixado de ser uma investigação para se tornar um projeto de golpe de Estado e de tomada do poder.

Foi ajudada pela mídia, pela insânia geral e pela insânia especifica de uma cúpula do MP e do Judiciário que julgava ser beneficiada por isso.

Vão ser devorados por uma camada de ambiciosos, que se creram ungidos por Deus ao serem aprovados num concurso público, que lhes deu um cargo vitalício, poderes de Super-Homem e a condição de raça superior.

O Governo Bolsonaro, para eles, é apenas uma temporária provação.

A República de Curitiba quer ser a Ditadura do Brasil.

Há articulação a fim de
Bolsonaro nomear Dallagnol para PGR

Kennedy Alencar, em seu blog

Há uma articulação de bastidor em Brasília para que Deltan Dallagnol seja indicado procurador-geral da República em setembro, substituindo Raquel Dodge.

Procurador da República e estrela da Lava Jato, Dallagnol tem adotado tom menos crítico em relação ao governo Bolsonaro do que aquele que usava em relação às administrações Dilma e Temer.

A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) faz uma eleição interna e apresenta lista tríplice ao presidente da República.

Nos bastidores do governo Bolsonaro, há simpatia por Dallagnol, quem tem sido econômico ao falar do caso Flávio Bolsonaro-Fabrício Queiroz.

Bolsonaro tende a não reconduzir Dodge. Se o hoje tímido Dallagnol disputar a eleição interna e ficar entre os três mais votados, terá legitimidade da categoria para assumir o comando do Ministério Público Federal.

Mas integrantes da gestão Bolsonaro dizem que o presidente poderia nomear Dallagnol mesmo se ele ficar fora da lista tríplice. Sergio Moro, ministro da Justiça, é o maior padrinho dessa possível indicação.

Nos governos Lula e Dilma, foi indicado o mais votado da lista, como forma de prestigiar a autonomia do MP.

A gestão Temer optou pela segunda colocada, por entender que o primeiro da lista, Nicolao Dino, era muito ligado ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Bolsonaro já deu a entender que pode não seguir o critério de seus três antecessores.

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