Investimento público em 2020 cairá a menos da metade do que era há 13 anos

O gráfico aí de cima, atualizado sobre o que publicou o Correio Braziliense em meados do ano passado já é assustador se você observar que a previsão orçamentária do Governo Federal para 2020 – enviada hoje ao Congresso – reserva apenas R$ 19,36 bilhões para investimentos públicos – leia aí escolas, postos de saúde, estradas, etc) é apenas a metade do que se empregou em 2007 e apenas um terço do que se aplicou no paralítico governo Temer.

Mas fica pior se você fizer uma conta que leve em conta o número de brasileiros que estes investimentos precisam atender.

Em 2007, éramos 191 milhões e o investimento correspondia a R$ 214,66 por brasileiro.

Agora, com 210 milhões de almas, significa R$ 92.19 per capita.

Isso, claro, antes que os tradicionais contingenciamentos retirem daí um pouco mais.

Mesmo que a economia mundial estivesse voando em céu de brigadeiro – e está longe disso – o investimento externo não supriria o sumiço do Estado como investidor. Muito menos os governos estaduais, sabidamente na “pindaíba” como estão.

É esta equação macabra – estamos em crise por não ter investimentos e não temos investimentos por estar em crise – que o fundamentalismo neoliberal não consegue resolver, embora Lord John Maynard Keynes e Roosevelt tenha desenhado a solução, há quase 90 anos.

Dizer que não haverá recuperação econômica no Brasil e que, na melhor das hipóteses, continuaremos num quadro de estagnação não é “adivinhação” econômica.

Podem até acontecer “bolhas” de ganhos especulativos, mas as bases reais da economia continuarão erodidas e estranguladas.

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