“Interdição” de chanceler expõe choque entre militares o os “minions” do bolsonarismo

Reportagem de Igor Gielow, hoje, na Folha, afirma que  ala militar do governo promoveu uma espécie de intervenção branca no Itamaraty, por conta do que consideram atos imprudentes do chanceler olavista Ernesto Araújo.

Não é de espantar, tamanha a quantidade de asneiras que se vem praticando no que agora é um arremedo de diplomacia com porrete, embora em matéria de porrete não estejamos com porrete suficiente para bater em ninguém.

A linha de frente deste eclipse da importância de Araújo é, na descrição de Gielow, a ação de Hamilton Mourão, estabelecendo canais próprios não só com diplomatas estrangeiros, mas também com a imprensa internacional.

Justiça seja feita, porém, ao chanceler: todas as declarações temerárias, desde as relações com o governo israelense até as ameaças de ações diretas na Venezuela e à tosca ideia de uma base militar dos EUA no Brasil partiram do próprio Bolsonaro, em sua governança de factóides no Twitter.

O provável prolongamento da interdição médica de Jair Bolsonaro vai funcionar como campo aberto para o avanço de Hamilton Mourão que, como se disse ontem aqui, navega com facilidade nos espaços criados pela ausência presidencial.

Outra matéria diz que os “aliados do Presidente” vão em busca dos integrantes militares do governo para “frear” Mourão.

Vão ser ouvidos, mas suas queixas só servirão para que a ação do ponta-de-lança da ala militar saiba como e por onde se mover.

O Exército é uma corporação, onde cada um cumpre missão. E a tosca “guarda civil” de Bolsonaro é um evidente ponto fraco de sua fortaleza.

 

 

 

Comentários no Facebook