Huck entra no lotado caldeirão da direita

A Folha noticia que o apresentador Luciano Huck “intensificou sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura [à Presidência] é uma vontade mais viva do que nunca.”

Pode ser verdade, pode ser mentira, como lhe convém manter por enquanto.

Até agora, aparentemente quer o papel de “Fernando Henrique de auditório”, o de liberal com tinturas sociais, como dizia o pavão-tucano, com um caminhão de prêmios do sabão em pó.

O problema é que o caldeirão onde se cozinham as candidaturas da direita está parecendo piscina de clube em dia de sol.

Jair Bolsonaro ainda é o “dono do pedaço”. João Doria tem um pedaço de São Paulo, estado-chave para candidatos conservadores. Witzel experimenta a tiros a temperatura da água e também habita uma raia essencial para o ex-capitão, o Rio de Janeiro. Pode até perceber que é fundo demais para ele e desistir, cuidando da reeleição. Mas, enchendo a boia do “Podemos”, espremido na beira, ainda tem Sérgio Moro…

Por enquanto, exceção feita a Bolsonaro, há mais espuma do que água. Não é mal para Huck provocar o bochincho de uma candidatura, porém: é mídia, é status, ajuda nos negócios.

Mas se Bolsonaro não sofrer um naufrágio de grandes proporções, é o ex-capitão quem tem tudo para polarizar a eleição, drenando os votos do resto da “turma”.

Quem ele quer, do outro lado, é quem ele possa chamar de “comunista”.

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