Heleno, general palanqueiro é a antítese do militar. Contenha a puxação de saco

A ida do general Augusto Heleno à manifestação dos bolsominions, para discursar do alto de um carro de som vai para a conta de um dos atosa mais desastrados e desastrosos que poderia praticar alguém, na prática, em nome das Forças Armadas.

Heleno não é propriamente um general de pijamas, cujas agonias de reviver o poder de mando pudessem, até, explicar a vontade de ir dar a sua “ordem do dia” à tropa de minions que vociferava contra o Congresso, o STF e a democracia.

É um mnistro e do Gabinete de Segurança Institucional, tido e havido como chefe da ala militar do Governo.

Com poderes, claro, sobre aquele  “um cabo e um soldado” que seu colega de palanque, Eduardo Bolsonaro, tornou famosos ao falar do Supremo.

Fazer uma defesa incondicional de Sérgio Moro, como se seu atos, como juiz ou como ministro, não pudessem ser escrutinados viola a máxima dos quartéis para conjugar poder e responsabilidade: “quem faz, segura”.

Seu colega Santos Cruz, a quem vocês abandonaram, foi ofendido e defenestrado por aqueles a quem o senhor agora, do alto de um palanque, vem exibir a vassalagem que não lhe foi sequer pedida.

Ou será que o senhor quer se preservar da – desculpe o termo franco – cagada que cometeu como responsável pela segurança presidencial no episódio dos 39 kg de cocaína embarcados no avião reserva do presidente? Mesmo que não seja o senhor pessoalmente quem tenha de verificar bagagens, é do senhor a responsabilidade de cobrar, de sua equipe e da Aeronáutica, como pôde aquilo acontecer.

Lamento, general, mas parece que o senhor está dando mostras de “alinhamento ideológico” – ou bestialógico, como eu prefiro – como forma de “se limpar” com o chefe depois desta lambança.

O senhor, querendo, procure o general Santos Cruz para saber algo sobre dignidade do posto.

Por mais que se tenha desvirtuado o espírito das Forças Armadas, por mais que tenhamos uma jovems oficialidade formada aos gritos de “Mito, Mito”, o Exército Brasileir tem ainda uma massa crítica que repele esta partidarização desabrida.

A menos, talvez, que lhe queira para si e para as Forças Armadas a posição de sabujo do governante de plantão e que seus oficiais se aventurem, pelo exemplo, a serem os maus militares que foi o atual presidente.

General no palanque, sr. Heleno, não exerce comando, que é algo uno, mas participa da polêmica que, por si mesmo, implica divisão.

E aí, o senhor deixa de ser general para ser puxa-saco e, pior, com a mão do Exército.

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