Guedes sugere que ‘fim’ da CPMF foi ‘treta’ para acalmar ânimos

Paulo Guedes está completamente perdido na gestão da economia do país.

Hoje, em entrevista, na falta de qualquer projeto para apresentar, voltou a falar num imposto sobre transações monetárias, nos mesmos moldes da CPMF que, por ordem de Bolsonaro, estaria “morta”.

Sugeriu que isso – e a demissão do Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foram apenas para “acalmar” o ambiente de rejeição ao imposto:

Antes que dê algum mal entendido, porque não é a CPMF, você tira logo o Cintra pra dizer que acabou logo esse assunto. Para todo mundo entender que não é CPMF. Todo mundo entendeu que não é? Agora vamos conversar com calma? Vamos”, disse Guedes em entrevista à rádio Jovem Pan.

Depois, perguntado se a ideia do imposto estava definitivamente abandonada, saiu pela tangente: “É aquele negócio. O último que falou nisso foi demitido, então não vou falar nisso”.

Em condições normais seria impossível acreditar que a estrutura tributária de uma das maiores economias do mundo estivesse ao sabor de “pegadinhas”. Mas o Brasil não é um país normal, hoje.

O país tem nada menos que três “reformas” tributárias em curso: uma no Senado, outra na Câmara e uma, ainda completamente misteriosa, no Executivo.

Na prática, o que vai acontecer é que o Governo terá de sair correndo atrás das propostas do Legislativo que, é obvio, vão fatiar receitas com vantagem para Estados e municípios.

E a União, para se safar, terá de inventar algo, nem que seja a ressurreição da “morta” CPMF.

 

 

 

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