Guaidó vai para o “tudo ou nada” e anuncia rebelião militar

Um grupo de militares – aparentemente de baixa patente – posicionou-se no final da madrugada, com metralhadoras, num trevo rodoviário defronte à Base Aérea La Carlota, na região leste de Caracas. Pelas redes sociais, o autoroclamado presidente Juan Guaidó anunciu um levante militar contra o Governo Maduro e convocou os civis a cercarem a base militar.

No que é possível ver, não há um numero significativo de civis no local, cujos acessos estão bloqueados por viaturas militares.

O comandante das Forças Armadas da Venezuela, Vladimir Padrino, assegurou que não há adesão de outras unidades e chamou de “covardes” os militares que, segundo ele, ocuparam a via pública com armas de guerra.

Parece, se tem o comando total, estar se poupando de uma ofensiva que pudesse gerar um banho de sangue. Até agora, o grupo armado está sendo enfrentado apenas pela polícia, com bombas de gás lacrimogêneo, para que se disperse.

Os manifestantes favoráveis ao Governo, por sua vez, estão sendo chamados ao Palácio de Miraflores, sede do Governo, onde começaram a chegar pouco depois das sete horas da manhã.

A situação é confusa e não há relatos confiáveis sobre a extensão da insubordinação de militares. Mas é possível ver que a mídia oposicionista de Caracas está extremamente contida no noticiário, sem o viés triunfalista que teria se o movimento tivesse grande expressão.

Ao que parece, politicamente enfraquecido frente ao estrelato que ocupava há dois meses, Juan Guaidó partiu para uma ação ousada, uma espécie de “tudo ou nada”.

Ou uma provocação internacional, para reacender a crise.

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