Frenesi acusatório leva o STF ao paradoxo

Não é a primeira vez que a “Lava Jato” parte para acusações pesadíssimas contra ministros do STF.

Primeiro, a Veja, com uma capa acusando o seu presidente, Dias Tofolli.

Agora, a revista editada por um grupo de extrema direita, aproveita-se de uma suposta acusação feita por um dos delatores da Odebrecht, sem provas, mera alegação, de que haveria a Toffoli uma referência sobre uma acerto como “o amigo do amigo de meu pai”, feita por Marcelo Odebrecht.

As provocações são claras, evidentes.

Nenhuma delas, no entanto, autoriza a utilização de um mecanismo de censura.

Ainda mais quando o STF foi sempre leniente quando se enxovalhou a honra de outros.

O site que está sendo censurado, agora, não estivesse ele sob a proteção do Ministério Público, com uma promoção asquerosa das arbitrariedades da Lava Jato, se os fiscais da lei estivessem agindo sem viés ideológico, já estaria, a esta hora, sancionado o suficiente para não se aventurar em ataques sem provas.

Por mais que não tenha havido a “censura prévia” que o Supremo já rejeitou, há censura.

A esta altura, porém, feita de forma que coloca os irresponsáveis e agressores da honra alheia como vítimas do arbitrio judicial.

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