Febre amarela: a vacina que falta é organizar e informar

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É inexplicável a lentidão do Ministério da Saúde em reagir aos surtos de febre amarela que surgem em vários pontos do Brasil.

Os sinais de alerta já vinham surgindo há mais de um ano, tempo mais que suficiente para tomar-se providências contra uma doença que, ao contrário da dengue, tem vacina há muito conhecida e de eficácia comprovada.

Por isso, não é a mesma coisa que as epidemias de dengue que registramos, e mais ainda porque a letalidade da febre amarela é enorme, talvez cem vezes maior que a da dengue, chegando a ser marcada como quase à metade dos casos confirmados, como registra o médico Dráuzio Varela, ele próprio vitima da doença no passado.

Não há, porém, falta de vacina – até porque, fracionada, uma dose se transforma em cinco, eficazes, e é o suficiente para as “vacinações de bloqueio”, em áreas rurais –  porque a doença ainda não foi registrada em sua forma urbana, embora haja risco significativo de vir a ocorrer.

Há falta de organização e de comunicação com a população, que entra num estado de histeria compreensível e, com a desinformação, geram-se as situações absurdas como a da picaretagem registrada na imagem do post. É isso o que está em falta, porque os “malditos” serviços públicos de saúde brasileira têm capacidade de fazer frente à emergência, se tiverem verbas e apoio adequados.
É chocante que um governo que foi à Justiça para conseguir inundar a televisão de comerciais para promover a reforma da Previdência não tenha o mesmo empenho e capacidade em fazer campanhas de esclarecimento e orientação.

O resultado é que os mais pobres se amontoem, madrugando em filas, e os que têm mais recursos façam a festa das clínicas particulares, onde se esgotaram os estoques da vacina em dose única, a R$ 180 por unidade.
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