Emprego “oficial” também cai. E cairá mais, com reforma

Dias atrás, o senhor Jair Bolsonaro declarou que estavam erradas as estatísticas do IBGE que apontavam um aumento do desemprego e, sobretudo, do desalento dos brasileiros em buscarem um emprego, argumentando que os números do Ministério da Economia mostravam o contrário.

Bem, agora não mostram mais, pois o Cadastro de Empregados e Desempregados que Paulo Guedes herdou do extinto Ministério do Trabalho registrou o fechamento de mais de 43 mil postos de trabalho no mês passado.

Uma ducha de água fria, que assinala a extensão do pessimismo econômico para a generalidade dos empregadores: que não acha que os negócios vão melhorar, não contrata.

E se a reforma da previdência avançar tal como está posta, aí mesmo é que não contratará. Que patrão vai assinar carteira de alguém sabendo que, a prevalecerem os planos de Bolsonaro, poderá fazê-lo sem recolher Previdência, com a selvagem “capitalização” proposta?

Ao contrário, os planos de “carteira verde-amarela” são, de fato, um bilhete azul.

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