Em um leão não se põe coleira: Lula recusa a liberdade sem dignidade

Imagine-se com 73 anos, preso há um ano e meio dentro de uma sala miúda, da qual só saiu para ver sepultar-se o corpo de um neto de 7 anos.

Eu, você, qualquer um faria – e tinha o direito de fazer – qualquer coisa para sair dali, ver as pessoas, olhar o céu que fosse, ver os filhos, os netos, os amigos.

Mas há um homem que não é qualquer um, que tem acima de sua condição humana, tão frágil e falha quanto a de qualquer um de nós, a consciência de que já não pertence a ele, mas ao povo brasileiro.

Vindo das entranhas da pobreza, é mais nobre de que nossos barões políticos e econômicos, que tudo aceitam e tudo vendem, até o seu país, para gozar e fruir do que milhões de brasileiros nem mesmo podem sonhar.

Eles não têm um grão, uma molécula, um átomo da dignidade de Luís Inácio Lula da Silva, que atira a luva de sua grandeza à cara de um bando de aspirantes a carrasco, a oportunistas que se oferecem aos poderosos para destruir o que o povo brasileiro tantos anos desejou ter de novo: um líder, um retrato onde encarnasse seus desejos e aspirações.

Como a Getúlio, seu nome é uma bandeira de luta.

O que Lula diz é simples e claro: prenderam-me com mentiras, soltem-me com a verdade, não com uma farsa.

De outra forma, e vai ecoar por toda parte, terão de me “soltar à força”.

O que bacharéis sádicos de Curitiba não têm como compreender é que a Lula não podem abrir a jaula onde o encarceraram pretendendo colocar-lhe uma coleira.

Lula desmontou com seu sacrifício a jogada de esperteza de gente sórdida.

É um leão e não serão ratos que o destruirão.

Leia a íntegra da carta do ex-presidente, lida há pouco por seus advogados.

Não troco minha dignidade pela minha Liberdade.

Tudo que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao Povo Brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à Democracia, à Justiça e ao país.

Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha Liberdade.

Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos as mentiras que contaram ao Brasil e ao Mundo.

Diante das arbitrariedades cometidas pelos Procuradores e por Sergio Moro, cabe agora a Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão.

Tenho plena consciência das decisões que tomei neste processo e não descansarei enquanto a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer.

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