Eles latem, a caravana da História passa

Não se pode dizer que não são autênticos os parlamentares da extrema direita eleitos na “onda Bolsonaro”.

Hoje, para atrapalhar um ato em memória do aniversário do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes,  uma grupo de oito parlamentares do PSL, PSDB, PRB, PV, Podemos e Patriotas(?), postaram-se com caixas de som emitindo latidos, alegando que protestavam contra os maus-tratos a animais.

Oito deputados federais, entre eles Daniel Silveira (PSL-RJ), que rasgou a placa com o nome de Marielle,  posicionaram-se a poucos metros com caixas de som que emitiam latidos

Maus-tratos, para eles, talvez, devem se restringir a balear seres humanos na cabeça.

É inacreditável o retrocesso civilizatório a que foi submetido o nosso país.

Os direitos dos animais já foram.  invocados, 80 anos atrás, para proteger seres humanos, na famosa defesa de Luís Carlos Prestes, feita por Sobral Pinto, exigindo o tratamento da Lei de Proteção aos Animais.

O contrário, de justificar a barbárie com os animais, além de hoje, só uma vez.

Foi quando o atual presidente, se opondo à busca das ossadas dos mortos da ditadura militar, disse que “quem gostava de osso” era cachorro.

Quem vilipendia mortos, ainda mais uma mulher covardemente assassinada, não tem de ser tirado apenas do parlamento, tem de ser tirado do convívio social.

A História os removerá.

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