Elementar, Watson: porteiro agora diz que não falou em “Seu Jair”

Diz Lauro Jardim que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra em depoimento dado ontem à PF “corrigiu” iontem seus dois depoimentos anteriores à Polícia Civil do Rio de Janeiro, nos quais dizia que o “seu Jair” teria autorizado um dos acusados da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes entrasse.

Ninguém esperava outra coisa do pobre coitado depois que o que disse foi divulgado e até sua casa foi exposta na imprensa e que todos – do “perito” Carlos Bolsonaro ao presidente da República, passando pelo MP, pelo Ministro da Justiça e pelo próprio presidente garantiram que ele mentira.

Não há nenhuma lógica em que o porteiro Alberto Mateus tenha mentido ou se confundido em dois depoimentos e , agora, depois da explosão do escândalo, tenha descoberto que não era o “Seu Jair”.

Falta apenas dizer que escreveu “Casa 58”, a de Bolsonaro, na planilha de entrada de visitantes por um ato falho, quando queria escrever “Casa 65”, a de Ronnie Lessa, o suposto executor da vereadora.

Talvez tenha se aconselhado com São Pedro, o porteiro do Céu, que lhe disse que não queria concorrência no emprego.

PS: Não falta mais dizer que a errou na anotação, está no UOL: Segundo duas fontes ouvidas pelo UOL, no novo depoimento dado ontem à PF o porteiro disse que, primeiro, errou na anotação. Não se sabe exatamente por que ele trocou os números 58 por 65. Depois contou que, ao ser chamado pela Polícia Civil para explicar o episódio, ficou nervoso e passou a dizer que ouviu a voz de “seu Jair” na casa 58, mas que o carro foi parar na casa de Ronnie.

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