Efeito ‘drone’ vai pesar – e alto – no preço dos combustíveis

Não está errado o diretor da Agência Nacional de Petróleo ao dizer que o ataque de drones – reivindicado por rebeldes iemenitas – a uma planta de processamento de óleo bruto na Arábia Saudita em comparar seu efeito com o do “11 de setembro” .

O gráfico acima, da CNN, mostra que a interrupção no fornecimento de 5,7 milhões de barris diários é maior do que o acontecido em qualquer das crises ocorridas nas últimas décadas, embora, proporcionalmente ao consumo, o embargo do óleo saudita, em 1973, tenha sido mais expressivo.

Se vai durar ou não, depende de não ocorrerem novos incidentes e da velocidade com que se reparem as instalações rapidamente. É a hipótese mais provável, o que desestimula as previsões que faz sobre o interesse nos leilões do pré-sal que levarão anos para entrar em produção e que, portanto, dependem pouco do preço de curto prazo do óleo.

Mas não vai demorar a se fazer sentir nos preços internos dos combustíveis, a seguir a política de reajustes quase automático, que repassa os preços internacionais e a valorização do dólar para o mercado interno muito rapidamente.

O aumento do preço internacional fechou o dia pouco acima de 13% de variação e o dólar que não cede formam um coquetel explosivo.

O “mercado” está de olho para saber se Bolsonaro vai deixar o diesel subir e “peitar” os caminhoneiros.

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