E quando os EUA virarem a China?

Só ontem começou a se falar na mídia – e bem pouco – do que está acontecendo nos Estados Unidos.

Você vai descrer de mim, mas confira daqui a uma semana, quando houver mais casos por lá do que na China, que tem população quatro vezes maior.

Um quarto dos casos novos registrados ontem no mundo foram entre os norte-americanos, 10 mil.

Um quinto dos casos ativos – pessoas que não estão curadas ou não morreram – está lá, já quase tanto quanto na Itália.

Nova York tem um terço dos casos de Hubei, província chinesa onde fica Wuhan, a metrópole que foi bloqueada completamente no dia 23 de janeiro e que assim ficou até hoje, quando é seguro abrir a cidade.

E a Grande Maçã – com 23 mil casos e a ponto de amanhecer, amanhã, com 30 mil – agora, ainda toda aberta. Quem quiser, olhe no mapa de tráfego aéreo a fila de aviões pousando e decolando dos aeroportos, JFK e Newark.

O comedido The New York Times já fala em “dilúvio de casos” e “epidemia em Nova York explode”

O imbecil de lá anda na mesma toada do imbecil de cá, que acha “um exagero” o que diz o Ministério da Saúde.

“Se dependesse dos médicos, eles diriam que vamos desligar o mundo inteiro”, disse Trump. “Isso pode criar um problema muito maior do que o problema com o qual você começou”.

Todo mundo sabe que, nos filmes de cinema-catástrofe, a desgraça, mesmo, é quando a ameaça – alienígenas, maremotos, epidemias – chega em Nova York.

Chegou e vai ficar.

 

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