E o capitão deu uma fraquejada…

Diziam, nos tempos do revólver (que estão voltando, infelizmente) que quem saca a arma tem de estar disposto a atirar, senão fica sem ela e ainda leva uns tapas.

Há dois dias, pela mão do filho, Jair Bolsonaro puxou um trabuco para Gustavo Bebianno, em meio à confusão sobre laranjas do PSL. Por isso, ou talvez por outra coisa que não saibamos, disse que o ministro dizia “mentiras” sobre terem conversado e ameaçou fazê-lo “voltar às origens”.

48 oito horas se passaram e agora o que sai, segundo o Estadão, é a promessa de que o filho Carlos não interfira mais nas questões do governo. 

O peitaço de Bebianno, que reagiu com – perdão, não consigo sair da imagem de briga de moleques na rua – “vem aqui me demitir, se tu é homem”.

E Bolsonaro fica com a imagem que, se apertado com força, cede.

Agora, sim, era hora de ele usar aquela frase infeliz: “dei uma fraquejada…”

A ironia é que, como foi Jair e não Carlos quem tomou a iniciativa – e as providências – para o “barraco” com Bebianno, também começa a parecer que é ele, não o filho, que não se quer interferindo nas questões de governo.

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