Dólar volta a R$ 4,12, mesmo com “calmaria” no exterior

Desta vez não dá para apontar Wall Street como causa. A Bolsa de Nova York segue comportada e em alta de 1% desde o início do ano.

Mas aqui os nervos tremem, muito embora o tal Boletim Focus, do Banco Central, cada vez mais se pareça com “folder” de propaganda de fundo de investimentos.

O dólar voltou à casa dos R$ 4,12 (R$ 4,1233, enquanto escrevo) e parece ter, salvo intervenções do BC, fôlego para ir adiante com qualquer novo ruído na economia.

É uma alta, contada da última cotação de 2019, de quase 3%.

Mesmo com a “sossegada” do preço do petróleo, isso deixa as contas apenas no “zero a zero”, mas bem perto de sofrerem com qualquer abalo na tensa e imprevisível situação do Oriente Médio.

Permitam-me uma tautologia: se o dólar sobe é porque há quem queira pagar o preço, mesmo alto, em busca de segurança para seu capital.

Mas onde encontrar insegurança num discurso dos “mercados” que promete crescimento, retomada, valorização a granel?

A turma da alta finança sabe muito mais que nós e põe as barbas de molho em dólar.

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