Dólar vai a R$ 4,20 e segue saindo do país

 

Agora à tarde, como vinha ameaçando fazer desde antes do feriado, a cotação do dólar ultrapassou os R$ 4,20 e chegou bem perto de tocar os R$ 4,21.

É o maior valor nominal já alcançado pela moeda americana e, contra o que seria o “manual” clássico não deteve a saída de investidores estrangeiros – saldo de R$ 34 bilhões negativo na Bovespa até o dia 12 – e não melhorou a situação das exportações nacionais.

Se o investimento estrangeiro já estava difícil de chegar, tanto por nossa crise interna quanto pela insegurança gerada pelo contencioso EUA x China, as crises políticas nos nossos vizinho ajudaram mais ainda a complicar a situação, muito embora nossas reservas sejam muito maiores.

E se não vem de fora, do Estado é que também não chega.

José Paulo Kupfer, no UOL, dá números impressionantes sobre a asfixia do investimento público:

“Em 2019, se tudo o que está previsto no orçamento for executado, o total do investimento público não passará de R$ 22,7 bilhões. Ainda assim, seria maior do que dos R$ 19,3 bilhões previstos para 2020. Esse montante representa algo como 0,3% do PIB, muito abaixo do 1,85% do PIB registrado em 2017, e muito abaixo dos 4% do PIB alcançado em 2013.”

A parvoice dos “minions” diz que Bolsonaro “faz mais com menos” porque baniu a corrupção. Ainda que fosse, e não é, qualquer um que já tenha administrado uma quitanda sabe que gastar 0,3% do seu caixa em conservação, melhorias e expansão da bodega é o mesmo que dizer que os ralos vão entupir e a fiação entrar em curto.

Ah, só para não me esquecer. Enquanto escrevia, o dólar seguiu subindo no afterhours, agora já rumo aos R$ 4,22.

 

 

 

 

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