Depois de humilhar Moro, Bolsonaro diz que não dividirá ministério

Lá da Índia, depois de dizer que estava “em estudos” a criação de um Ministério da Segurança Pública, Jair Bolsonaro dá o dito pelo não dito e nega que tenha esta intenção.

Está no G1:

“O Brasil está indo muito bem. Segurança pública, os números indicam que está indo no caminho certo, e a minha máxima é: em time que está ganhando não se mexe”, afirmou. Em seguida, ele foi questionado por jornalistas se a mudança estava descartada. “Lógico que está descartado. Nem precisava responder”, declarou o presidente. “A chance no momento é zero. Tá bom ou não? Tá bom, né? Não sei amanhã. Na política, tudo muda, mas não há essa intenção de dividir [o Ministério da Justiça]. Não há essa intenção”.

Então, claro, fica tudo no “eu não disse o que disse” e se Moro quiser bufar, que bufe sozinho.

E ele bufa, mas tem que aguentar calado, pois – apesar dos apelos de parte da mídia de direita que anseia pela chance de descolá-lo de Bolsonaro – sabe que três anos de deserto, sem poder, o aniquilarão, a começar pelo fato de que, ao ter julgada a sua parcialidade no caso Lula, não estará em julgamento o Ministro da Justiça, mas um mero ex-juiz aventureiro.

Não importa muito, também, o quanto isso revele um caráter pífio, acovardado, pusilânime.

Quem aceitou apoiar um Bolsonaro num processo eleitoral não deixará da sustentar Moro por isso.

O presidente vai, assim, cozinhando o marreco em praça pública.

Que nem mesmo pode grasnar.

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