Declaração de Guedes atrasará mais a votação da Previdência

O “coice” desferido hoje por Paulo Guedes na proposta de relatório apresentada pelo deputado Samuel Moreira,  irritado pela exclusão da ideia de instituir o regime de capitalização na Previdência vai custar caro aos deputados governistas e tornar mais duvidosa a sempre reafirmada intenção de Rodrigo Maia de levar o texto ao plenário neste semestre.

A sessão de terça-feira da comisssão que analisa a PEC, está visto, não vai começar o dia discutindo o relatório, mas a atitude de Guedes. Não vão faltar moções de repúdio, apelos ao presidente Marcelo Ramos para que tome a defesa da comissão e pedidos de interrupção dos trabalhos para que Guedes vá explicar-se aos deputados por ter dito que eles “aborataram a “Nova Previdência”.

Inevitáveis produtos da “usina de crises” que o próprio Rodrigo Maia admitiu ser o governo Bolsonaro.

Será que Paulo Guedes é tão despreparado que fosse criar um confronto desta monta por causa de algum afrouxamento das regras de transição?

Ou e ensaio de “pé no pau da barraca”?

Parece evidente que não e tudo leva a crer que a parte da reforma que lhe interessava – dinheiro para os bancos – faz com que ele dê pouca importância a que se aprove o resto.

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