Datafolha mostra erro da jogada marqueteira de Moro/Bolsonaro

Dezenas de trolls me deram trabalho nos comentários para reter a onda de bobagens que diziam sobre o fato de que “liberar geral” a posse de armas era “a vontade do povo” incontestável e maciça.

Só que não, mostra a pesquisa Datafolha publicada hoje, onde apenas um pouco mais de um terço das pessoas é favorável à posse sem restrições de armamento.

Mesmo entre os eleitores de Jair Bolsonaro, apenas uma ligeira maioria (53%) é favorável ao direito de possuir armas e menos ainda (39%) à facilitação do acesso a elas.

Além dos eleitores de Bolsonaro, em só um recorte as armas levam vantagem: entre os que ganham mais de dez salários mínimos.

Afinal, a grande maioria nem mesmo tem os cerca de R$ 3 mil necessários para comprar uma arma em lojas…

Ainda assim, pouca gente percebe o quanto há de mistificação nesta história, como se a compra de armas fosse terminantemente proibida.

Tanto não é que ela saltou 11 vezes (de 3 mil para 33 mil) em 15 anos, sem que isso provocasse nenhum resultado positivo nem na redução do número de mortos a bala (ao contrário) e sequer na sensação de segurança dos cidadãos.

O nome disso é, portanto, demagogia. Pior, duvidosa e perigosa e mortal, porque as vidas perdidas não se recuperarão.

Ao menos que nos poupem de comparações imbecis, como a feita pelo festejado “Golbery” de Bolsonaro, o general Augusto Heleno, que comparou a posse de armas à de automóveis, porque estes matam, em acidentes, tantos quantos morrem assassinados a bala.

Se voltássemos à época das carroças, ao menos não faltaria com quem puxá-las em Brasília.


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