Conta de luz cai, mesmo sem Renan

Foi publicado hoje o decreto presidencial que garante a continuidade da redução das tarifas de energia elétrica, mesmo sem a aprovação pelo Senado da Medida Provisória que o estabelecia.

Como se sabe, o Senador Renan Calheiros recusou-se a colocar a MP em pauta de votação por “prazo muito apertado”, uma vez que a tramitação atrasou na Câmara dos Deputados.

Dilma Rousseff, como se vê,  não cedeu.

Curioso é que Renan, cuja eleição sofreu todos os ataques possíveis da mídia, não enfrentou nenhuma campanha desta vez.

O máximo foi o editorial de hoje da Folha, cujo título é uma confissão: “Certo, porém errado”.

Diz que ele está certo em não querer votar, embora a medida seja positiva,  mas é uma pena que seja “por interesses fisiológicos”.

O jornal “a serviço do Brasil” esquece que a atitude de Renan, como o atraso da votação da MP na Câmara, tem todo o apoio da oposição.

Mas aí, é interesse eleitoralesco.

Esse pode.