Comissão da Previdência, amanhã, sai da “água morna”

Amanhã, começa a esquentar o clima na comissão que analisa a reforma da Previdência.

Faltam 77 oradores inscritos, a cinco minutos cada um.

Impossível terminar a discussão amanhã –  são seis horas e meia de falas, se não  se contarem as interrupções, as falas de líderes e as polêmicas.

O fim dos debates irá para quarta, inevitavelmente.

E com o fim dos debates acaba o compromisso da oposição de não obstruir, no acordo de procedimento arranjado para a fase de debates, e que não vigora para a fase de votação.

Há pouquissimas possibilidades de iniciar a votação na quarta feira e um risco imenso de começar a fazê-las na quinta, quando começa o êxodo dos deputados.

Não se esqueçam que a atividade parlamentar no Brasil, agora mais do que nunca, é um jogo de dissimulações.

O governo, anunciando que vai emendar e confrontar o relatório de Samuel Moreira (leia-se, Rodrigo Maia) para restabelecer propostas do texto original e  porpor benfecídios a categorias policiais dá o mote para estender o debate sem a heresia de tocar na econonomia dos cortes.

O atraso na votação da reforma provocado pelos governistas é todo o discurso que quer o “centrão”.

A declaração do presidente da comissão, Marcelo Ramos, à Folha, revela isso:

“Se [os deputados do PSL] usarem os destaques em temas sensíveis, vão correr o risco de desidratar a reforma. O partido do presidente vai fazer uma demagogia com determinados setores e todos os outros vão votar contra? Eles, que apresentaram a reforma, vão ser os bonzinhos?

O que Maia perde se a freforma não for votada ainda neste semestre?

A pressão passa toda ao campo do governo e parece difícil que ele tenha conições de sustentar o seu “programa único”.

 

 

 

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