Combate à tortura agora é “lazer”

Jair Bolsonaro,  o rei dos decretos, baixou hoje mais um, o n° 9.831, retirando 11 cargos em comissão do Mecanismo Nacional de Prevenção e Controle da Tortura, destinados a peritos encarregados de verificar denúncias, vistoriar prisões e apurar outros casos de arbitrariedades contra os brasileiros.

Com isso, os peritos agora teriam de trabalhar por “munus público”, o que, é claro, afasta da função quem não tem como “viver de renda” e deixe só queira se voluntariar para o trabalho.

O decreto extingue também a orientação de formar o órgão com critérios de “diversidade de raça e etnia, de gênero e de região”.

Em fevereiro, integrantes do Mecanismo queixaram-se publicamente do não-pagamento de passagens para que fossem ao Ceará, onde havia denúncias de maus tratos a internos do sistema prisional do Estado.

Agora, sem remuneração, não há mais este problema: não vai ter quem mandar lá.

Ou seja, para não se extinguir os conselhos, extinguem-se os conselheiros. É brilhante, embora não seja Ustra.

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