China e Rússia não xingam, mandam ajuda. Aqui, porém, só anões mesquinhos

Um avião carregado de suprimentos médicos chineses pousou no sábado em Nova York, o primeiro de 20 deles, levando 130 mil máscaras N-95; 1,8 milhão de máscaras cirúrgicas e aventais, mais de 10,3 milhões de luvas; e mais de 70 mil termômetros, publica a Reuters.

A Big Apple está entrando em colapso e o prefeito Bill De Blasio foi à TV dizer que estavam em guerra, que equipamento médico era a munição e que só os tinha para mais uma semana.

Uma coluna de caminhões militares russos (veja o vídeo abaixo) chegou à região de Milão, depois de viajar milhares de quilômetros, para ajudar na desinfecção de lugares estratégicos e conter a devastação humana na Itália.

Não teremos nós capacidade de, bem mais perto, estar preparando com os nossos militares, planos de abastecimento para nossas áreas carentes, onde a fome já se ensaia e aparecerá, em dias, em todo o seu horroroso espetáculo?

Só então aparecerão, mas de tanques, jipes e fuzis, para controlar os famélicos que saquearem caminhões e mercados, certamente para dizer que era “o tráfico” e não os estômagos quem os estava insuflando?

Vivemos uma época desgraçada, onde os homens públicos são anões.

Diferentes em quase tudo, Roosevelt, Churchill, De Gaulle, Stálin e outros venceram os kriegvírus do nazismo, dando ao mundo uma chance.

Temos agora arremedos, covardes, gente que está preocupada com politicagens, com o charlatanismo das promessa de curas milagrosas (o rachadinho Flávio Bolsonaro chega a postar fotos falsas de “salvações”) , com o dízimo de alguns mercadores do Templo, com briguinhas de poder, enquanto o país avança para um morticínio impensável.

Serão dezenas de Brumadinhos, talvez centenas, os corpos soterrados sob a lama de sua pequenez e sob o despreparo de suas mentes medíocres.

Passou a hora dos discursos vazios, do “estamos estudando”, do “iremos anunciar”. Do “disponibilizamos uma linha de crédito” que chega aos bancos e de lá não passa. A desgraça pôs abaixo os seus oratórios ao “equilíbrio fiscal” e estão todos como uns patetas, no ridículo de estar anunciando programas que não acontecem com fundos bilionários que não existem, mas são criados para iludir os tolos com a liberação ampla, geral e irrestrita de recursos dos compulsórios e retenções bancárias.

Igualmente foi-se o tempo de autoridades gaguejantes, que não têm peito de dizer a verdade, de enfrentar a estupidez de um psicopata que insiste na “gripezinha” que vai matar um poucos idosos e doentes.

As sirenes estão tocando por toda a parte e eles são incapazes de gritar que todos se protejam e de proteger quem não pode e não deve se abrigar.

Querem reinar sobre a ruína de um país arrasado, arruinado, doído e ressentido pelas mortes em série?

Engano. Muitos de nós sobreviveremos ao vírus e a vocês, gestores da morte, abutres de corpos, e os desnudaremos nas praças, quando as praças novamente puderem se voltar a encher.

 

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