Casos de coronavírus vão a 60 mil e derrubam otimismo com fim do surto

Mais cedo escrevi aqui sobre o perigo de analistas financeiros se metem a epidemiologistas, “comemorando” nos mercados a redução, durante quatro dias, do número de novos casos de infecção por coronavírus na China como um sinal de volta rápida à normalidade daquele país.

Infelizmente, deu-se o contrário, com o número de novos casos saltando hoje para mais de 15 mil, quase o quádruplo dos registrados no dia anterior e o número de mortes chegando a 1.363, 25o novos óbitos em 24 horas.

Segundo o jornal australiano WAtoday, os chineses dizem que o aumento súbito no número de casos deve-se à revisão dos padrões de diagnósticos.

Mas é estranho que uma simples revisão de casos gerasse um salto de mais de 30% no número de infectados.

A esta altura, é claro, as autoridade sanitárias do país devem estar avaliando o quanto deste crescimento se deu pelo reinício de circulação de pessoas, desde o final de semana, para a retomada das atividades, depois de uma semana e extensão dos feriados do Ano Novo Lunar. E isso representa o deslocamento de dezenas ou até centena de milhões de pessoas: é a escala chinesa.

Era tão grande o otimismo que a maior parte da mídia não se deu conta da gravidade dos números, revelados há menos de um hora num jornal ligado ao Partido Comunista Chinês e pela Comissão Nacional de Saúde da China, reproduzidos aí no gráfico que a Universidade John Hopkins, norte-americana.

Tudo isso tem a capacidade de embrulhar o dia dos mercados mundiais amanhã.

Aqui, com o tempero extra da declaração de Paulo Guedes de que dólar bom é o dólar alto.

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