Carluxo e a República do Twitter

O rebuliço causado pelo súbito cancelamento das redes sociais do vereador Carlos Bolsonaro, o filho presidencial, é uma boa medida da mixórdia a que a República brasileira foi levada.

Um sujeito apatetado, infantil e agressivo, que posta imagens do pai como um herói da Marvel e montagens toscas com a esquerda assassinando a tiros a liberdade de expressão pode ter saído do ar por evidentes violações dos termos de uso das redes – que volta e meia fazem isso por bobagens – , por identificação de algum esquema de reprodução automática por robôs ou…e aí começam as especulações:

Será que foram revelações de fake news? Sua ação “policial” no caso do porteiro do Vivendas da Barra? Ordem do pai provocada por algum conflito entre os dois? Entre hienas e cachorrices, tudo pode acontecer.

E o país de 210 milhões de habitantes, metade vivendo na pobreza, extrema ou quase, para para apreciar o espetáculo que, em qualquer hipótese, envolve baixarias e desequilíbrios emocionais.

Logo se saberá do “misterioso” desparecimento deste pavão filial.

Há, porém, algo que não tem mistério: querem transformar o país em República do Twitter, terra das tretas e dos memes, numa ofensa ao Brasil que só quer democracia, progresso e convívio civilizado.

Não entrem nessa.

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