Capitania hereditária. Ou playground

Capitão baixou enfermaria, os garotos fazem a festa.

“Pit”, o 02, rosna ameaças à lenta democracia, que ainda impõe limites à família e vira a grande notícia do dia.

Dudu, o 03, depois de exibir o ‘trabuco” no hospital e na Firjan, diz que seu instinto garante que será embaixador no Texas, digo, na Washington de Donald Trump.

“Rachid”, o “01”, que andava murcho como laranja que perdeu o viço, agora é apontado como “superministro” pelo Estadão, capaz de passar a perna em Sergio Moro até em nomeações no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça.

Temíamos virar uma ditadura militar e acabamos, vejam só, nos tornando um império familiar.

Quem quiser alguma coisa, que fique amigo dos filhos, porque o resto da manada pouco apita.

Parabéns à elite brasileira. Parabéns aos oficiais generais de nossas Forças Armadas. Parabéns aos grandes grupos econômicos e midiáticos.

Graças a vocês, 500 anos depois, o Brasil voltou a ser uma Capitania, apenas com mudança de metrópole, mas ainda hereditária.

Mas com modernidade, reconheça-se: agora, os meninos mandam, desmandam e aprontam no “play”, sob o olhar complacente das babás fardadas.

 

 

 

 

 

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