Cai a ficha: caso Coaf é a trava do Supremo no MP

Bruno Boghossian, hoje, na Folha, mostra que, apesar de ter sido tratado inicialmente como uma tentativa de Dias Toffoli de adonar-se do sigilo brancário de 600 mil pessoas, o caso dos relatórios do Coaf – agora rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira – começa a ser entendido pelo que verdadeiramente é: um enfrentamento – e tardio – ao poder absoluto que os grupos do Ministério Público atingiram sobre a vida política do país.

E Toffoli, para ter partido para isso, tem a certeza de, nisso, possuir maioria folgada no Supremo: sete ou talvez oito votos. E não se descarte se os quesito comprometedores que dirigiu à Receita e à Procuradoria Geral da República tenham sido inspirados por Alexandre de Morais e o vasto material de quem tem posse, desde que recebeu o material hackeado dos grupos de Telegram dos procuradores da Lava Jato.

Boghossian tem razão ao dizer que, nesta questão, Flávio Bolsonaro desempenha papel de coadjuvante. Ele o beneficiário que vem a calhar para imobilizar o governo nesta questão. E não dá para dizer que a decisão do STF “impede investigações” sobre o caso Queiroz, quando os procuradores passaram meses a fio sem sequer chama-lo a depor, que dirá pedir a quebra, judicial e regular, de seu sigilo bancário.

Na quarta-feira – talvez até um pouco antes – o país vai ficar estarrecido quando se revelar o grau de controle que uma ala do Ministério Público tem sobre uma multidão de brasileiros.

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