Cada vez menos gente; cada vez mais monstros

Mais um domingo, mais uma manifestação de fanáticos à frente do Palácio do Planalto.

Cada vez, é visível, são menos pessoas e, cada vez mais, o clima é de agressão total à ordem democrática.

O bolsonarismo está reduzido a seu estado puro, o desta parcela da população embriagada de ódio e de estupidez, inaugurados pela ação dos que apontavam o dedo contra tudo e contra todos e que tem no desvario atual seu o corolário fétido.

Ao lado do presidente psicopata, o nanogeneral Augusto Heleno usurpando o papel de representante das Forças Armadas, emprestando força bruta à brutalidade mental e verbal do chefe.

A esta altura, num país que terá meio milhão de infectados e mais de 30 mil mortes no final deste mês, nada mais desastroso que um governo paralisado por estes temporal de denúncias, de um lado, e pelo indisfarçável apetite golpista de seu chefe.

Todos os que são tolerantes a isso, inclusive e especialmente os militares, são cúmplices de um morticínio que não só poderia ser muito menos – vejam os exemplos de nossos vizinhos Argentina, Uruguai e Paraguai – como ameaça se prolongar e ampliar até o impensável.

É bom que os generais que estão bêbados de ambição se deem conta de que um eventual “golpe da cloroquina”, se vier a se consumar, vai não só criar uma mancha indelével na história da instituição como tornará, inevitável, amanhã que esta gente seja responsabilizada por suas atitudes.

E não me refiro aos 200 ou trezentos monstrinhos que se postaram na Praça dos Três Poderes, mais à corte do Mal que está instalada ali em frente do Palácio do Planalto.

 

 

 

 

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