Bovespa acumula recordes. E por que os estrangeiros fogem dela?

A saída de capitais estrangeiros da Bovespa vem se acelerando, ao mesmo tempo em que o mercado acionário experimenta uma elevação recorde.

Até o dia 21, R$ 8,5 bilhões dos “gringos” saíram da Bovespa e estamos a caminho de perder, no primeiro mês do ano, mais de um quarto do que saiu durante todo o ano passado.

Com as baixas taxas de juros interna e a produção retraída pelos índices modestos de consumo, não é racional supor que tenham apenas sido redirecionados para renda fixa ou investimentos produtivos. Muito menos tivemos lançamentos e ações (IPO) que explicassem a queda violenta no mercado secundário de ações, ao qual estes valores se referem.

Oferecendo taxas próximas ao zero ou mesmo negativas, os mecanismos de poupança internos, nada atraentes, empurram cada vez mais a classe média para fundos de renda variáveis, ancorados em ações ou no Ibovespa, o que garante um mercado comprador e, portanto, em trajetória de alta.

Em grande parte pelo otimismo, até agora sem fundamentos sólidos, de uma retomada da economia real.

Não se supõe que os estrangeiros que tinham – e têm – volumes imensos na Bolsa brasileira sejam “tolinhos” para sair de um mercado que tem rendas de mais de 30% ao ano.

A palavra bolha está proibida nas análises dos economistas, sufocada pela onda do “agora a coisa vai”.

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