Bolsonaro vs. satélite: Nasa diz que fogo na Amazônia é desmatamento

Depois de Jair Bolsonaro dizer “a média das queimadas na região amazônica está menor que em anos anteriores“, a Nasa divulgou uma análise que afirma exatamente o contrário:

A atividade de incêndios na Amazônia varia consideravelmente de ano para ano e mês a mês, impulsionada por mudanças nas condições econômicas e climáticas. Agosto de 2019 se destaca porque trouxe um aumento notável de incêndios grandes, intensos e persistentes nas principais estradas da Amazônia central, explicou Douglas Morton , chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas do Goddard Space Flight Center da NASA.

E destaca que “embora a seca tenha desempenhado um papel importante no número de incêndios [registrados] no passado, o momento e a localização das detecções de incêndios no início da estação seca de 2019 são mais consistentes com o desmatamento do que com a seca regional”.

Ao contrário de Bolsonaro, as observações de Morton não são feitas no “chute” e os gráficos que colocam no post comprovam que a quantidade e a intensidade dos incêndios é, de fato, a maior dos últimos oito anos, pelo menos.

Os satélites, diz o estudo, além de estarem registrando um aumento no número de focos de fogo, uma elevação ainda mais expressiva na quantidade de radiação emitida pelos incêndios que indica que mais biomassa está sendo queimada. O que é, claro, indicativo de que são árvores que estão sendo incineradas. pois produzem mais quantidade de calor que capim ardendo.

Claro, sempre é possível que Bolsonaro diga que a Nasa é um antro de esquerdistas e ligue para Donald Trump mandando demitir o satélite.

O fato objetivo é que a retórica antiambiental de Bolsonaro acabou dando a ele o papel de “pai” do aumento da destruição, estigma que nunca mais vai perder.

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