Bolsonaro ‘recua do recuo’ e quer auditoria no PSL. A matilha morde a si mesma

Há um ano e meio, Jair Bolsonaro entrou no PSL, aos beijos e abraços com Luciano Bivar, dono da espelunca, para ter um partido e concorrer à Presidência.

Bivar entregou as chaves a Gustavo Bebianno, por ordem do “Mito” e fez o que quis e como quis na campanha.

Até ontem, parecia disposto a tentar colocar panos quentes e salvar sua base – e a si próprio – de um vexame: dividir-se e manter com ele menos da metade do partido.

Algo como o ditado do “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte.

Bobo, Bolsonaro não é, embora certamente falte-lhe a arte de comandar.

Mas, aparentemente, as declarações de ontem de Luciano Bivar, dizendo que um grupo de “espertos” fazia-se patrocinar pelo Presidente da República. jogaram gasolina na fogueira.

Bolsonaro disse exigir uma auditoria nas contas do PSL dos últimos cinco anos, em entrevista ao Estadão. Evidente que isso não vai acontecer – ao menos não com seriedade- porque vai acabar sobrando para suas próprias contas eleitorais.

Bivar ironizou, dizendo que vai contratar uma.

Há muito movimento nos intestinos do bolsonarismo.

Há dois dias, O Globo publica matérias sobre denúncias de torturas praticadas pelos guardas da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária, comandada por Sérgio Moro.

Hoje, o site que a gente chama aqui de O Bolsonarista, publica que levantou uma rede de funcionários do Governo que comandam o que chamam de “milícia virtual do bolsonarismo”.

Parecem mesmo ter entrado em um processo de autofagia.

 

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