Bolsonaro quis controlar porto das milícias, em Itaguaí

Uma bomba atômica foi lançada sobre Paulo Guedes e Sérgio Moro.

O primeiro, como responsável final pela atuação da Receita Federal; o segundo como responsável pela Polícia Federal.

A denúncia, feita em grupos de mensagens de auditores fiscais pelo chefe da aduana no Porto de Itaguaí, José Alex Nóbrega de Oliveira, de que foi chamado pelo superintendente da Receita Federal no Rio, Mário José Dehon São Thiago Santiago e informado que recebera uma indicação presidencial para colocar em seu lugar.

O indicado era um auditor de Manaus, “coincidentemente” de onde viria o delegado Alexandre Saraiva para chefiar a Polícia Federal no Rio de Janeiro. Diz a mensagem do auditor fiscal José Alex:

“Para minha surpresa, há cerca de três semanas, o superintendente Mário (Dehon, superintendente da Receita Federal) me informa que havia uma indicação política para assumir a Alfândega de Itaguaí, a qual ele não concordava. Tratava-se de um auditor lotado em Manaus que não possuía em seus 35 anos de Receita Federal nenhuma passagem pela Aduana e sem nunca ter assumido chefias. Inconformado com essa situação, o superintendente se recusou a realizar a nomeação, pois fugia dos trâmites utilizados pela RFB para escolha de suas lideranças. Em represália a essa atitude, o mesmo está ameaçado de exoneração”

Itaguaí, além de ser área dominada pela milícia, tem um porto que está no alvo de fortes suspeitas de servir para a entrada de armas e saída de drogas. Em setembro passado, Exército, PF e Receita realizaram lá uma megaoperação a partir de informações sobre trafico de armamento e entorpecentes por lá.

Guedes e Moro estão na obrigação de abrir, de imediato, investigações.

Só faltava essa, converter a Receita Federal em cúmplice de milicianos.

 

 

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