Bolsonaro prepara a imolação do povo

Não se enganem: Jair Bolsonaro aposta na instalação de um clima de pânico e convulsão social e deixa isso muito claro quando para na porta do Palácio da Alvorada para estimular a reabertura do comércio e o fim das pequenas restrições ao tráfego de pessoas que estão implementadas nas cidades brasileiras.

Aliás, mesmo neste microcenário dá para perceber seu desprezo pela vida até dos seus admiradores, amontoados nos bretes para urrar aleluias ao “mito”.

É incitação pura e ninguém duvide que ele pode chegar mesmo à demissão do Ministro da Saúde, quando já estivermos em meio ao caos e isso servir para aliviar a si mesmo das responsabilidades que, mais do que ninguém, tem nisso.

Talvez seja mesmo com isso que esteja contando, ainda mais depois que Datafolha assestou um golpe no seu ego doentiamente inflado.

Sabemos pouco sobre o coronavírus, mas China, Coreia do Sul e vários pequenos países asiáticos já nos mostraram que é com medidas de contenção duras e ativas que se consegue detê-lo. A Europa, salvo exceções, e os Estados Unidos, sobretudo, estão exibindo o que espera aos que tergiversam e dizem que “a economia não pode parar”.

A conta, pesada e dolorosa, vem em milhares de mortes.

É com ela que conta o Nero tropical para dar-lhe poderes extraordinários, em nome da emergência.

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