Bolsonaro, o “estadista” entra de sola na política dos vizinhos

Jair Bolsonaro meteu-se a dar palpites – e dos mais grosseiros – sobre a vida dos países vizinhos ao Brasil.

No Chile, às voltas com manifestações que não cessam – há enormes passeatas hoje, outra vez – e com mortes que não param de crescer – já são 18 – o presidente Sebastian Piñera pede desculpas por não ter tomado providências contra a crise social, mas o presidente brasileiro prefere culpar pela crise a queda do ditador Agusto Pinochet.

Na Argentina, a quatro dias das eleições presidenciais, com amplo favoritismo de Alberto Fernandez-Cristina Kirchner, Bolsonaro prefere ameaçar o país com uma exclusão do Mercosul e a um rebaixamento unilateral das tarifas de importação de produtos industrializados, mortal para as indústrias daqui e de lá.

Na Bolívia, onde não se conseguiu terminar a apuração das eleições presidenciais, Bolsonaro quer que se contem de novo os votos, mesmo que a Organização dos Estados Americanos, desde ontem à noite, aceitou a proposta do governo de Evo Morales e auditar a apuração oficial que dá, com 96,78% dos votos, vantagem de 9,5 % para a situação (46,5%) sobre a oposição (37%), apenas 0,5% da diferença de 10 pontos que evitaria o segundo turno.

E, claro, tomando as “providências” para fazer as Forças Armadas estarem preparadas para “descer o porrete”, se estourarem aqui manifestações de protesto que só na sua cabeça conspiratória estão sendo chamadas.

Antes era só a Venezuela, agora queremos briga com toda a América do Sul.

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