Bolsonaro, nos EUA, é o presidente da Republiqueta do Brasil

Jair Bolsonaro não é em homem sem noção do ridículo.

Ele é o ridículo, alguém que jamais poderia estar onde está.

Foi a Dallas, todos sabem, numa viagem arranjada para minorar o papelão de ser, praticamente, corrido de Nova York.

Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA,  o outro “Homem do Ano”, ali perto, nem se dignou a ir: mandou uma gravação.

Já o ex-capitão fez o “serviço completo”, até antes de chegar.

Já na escala em Manaus fez “gracinha” com um turista japonês, rindo como um tosco da piadinha estúpida. Coisa que num guri de 14 anos já mereceria a classificação de babaquice.

Lá, nada a fazer. Todas as autroridades preocupadas em dizer que não o convidaram, foi encher seu tempo indo aporrinhar, sem ser convidado, o retiro do ex-presidente George Bush, cujo único compromisso regular hoje é ir aos jogos do Dallas Cowboys.

Ah, sim, com um expressivo mover de sobrancelhas quando Bolsonaro foi lhe falar sobre os “perigos” da eleição argentina.

Só teve platéia arranjada, a dinheiro, pelas empresas que fazem negócios entre os dois países e, assim meso, para pagar “mico”, batendo continência outra vez para a bandeira americana e trocando seu slogan para “Brasil e Estados Unidos acima de tudo”, numa triste equivalência de “patriotismo”.

Assim mesmo, para fazer outro discurso simplório e gaguejante, cheio de platitudes.

De resto dedicou-se a dar entrevista mandando os repórteres voltarem à faculdade, os manifestantes pró-educação irem aprender a fórmula da água.

Bolsonaro não se diminui ao agir assim porque diminuto ele é.

O dano, imperdoável, é que transforma nosso país, aos olhos do mundo, num lixo, numa republiqueta, num paiseco que se presta a ter no governo um homúnculo deste tipo.

O vira-latas está no poder, em nome de uma elite que – um tanto mais envergonhada – também é vira latas.

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