Bolsonaro já é um quadro clínico

É preciso que se diga – depois da entrevista de ontem no SBT, quando disse que “brevemente o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da mídia nessa questão do coronavírus”, muito embora os casos de infecção (já em 342 mil) e as mortes (15 mil) se espalhem por toda a parte – que o sr. Jair Bolsonaro apresenta sinais evidentes de psicopatia.

Peguem qualquer definição disponível e vejam se não estão presentes todos os sinais disto: estilo enganador e arrogante, egocentrismo, autoestima hipertrofiada, mentira, trapaça, manipulação e enganação; pouca capacidade de sentir remorso, culpa e empatia, insensibilidade, recusa em aceitar responsabilidade pelas ações, utilizando-se de negação, desculpas, etc. e um estilo de comportamento impulsivo e/ou irresponsável, incluindo tédio, busca contínua por emoção, falta de metas em longo prazo, impulsividade, falha em pensar antes de agir e um estilo de vida parasita.

Não fosse o presidente da República, seria o caso de colocá-lo sob tratamento e interditá-lo e todos os atos de responsabilidade.

Mas ele é, ainda e formalmente, e a observação não pode parar nisso.

Na fala de ontem, além desdenhar da importância da morte de pessoas com doenças cronicas e até dos fumantes, Jair Bolsonaro se aprovima das ideias eugenistas do nazismo, o sr. Bolsonaro incorreu diretamente no crime de desqualificar as ações do Ministério da Saúde – “eu vejo os números que partem de lá, dessas projeções, e to achando que há um exagero nisso daí”.

Jair Bolsonaro precisa ser afastado de qualquer influência sobre as ações dos profissionais e saúde, mas também isolado em silêncio sobre o assunto, porque o que diz, infelizmente, ainda é levado a sério por uma parcela da população que, por isso, deixa de tomar as precauções necessárias para conter a epidemia.

Não podem haver zumbis nas ruas e não pode haver um deles no Palácio do Planalto.