Bolsonaro assume que armas são para formar milícias

Ontem, em uma solenidade militar em Santa Maria (RS), Jair Bolsonaro assumiu publicamente que sua decisão de liberar o porte de armas vai muito além da ideia de que isso sirva contra a criminalidade que assusta aos brasileiros.

Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta. Temos exemplo na América Latina. Não queremos repeti-los. Confiando no povo, confiando nas Forças Armadas, esse mal cada vez mais se afasta de nós.

Ou seja, que o povo armado poderá resistir a golpes de Estado.

Ou, quem sabe, sustentar golpistas.

Se o governante de esquerda falasse algo muito menos direto que isso, seria acusado de, aí sim, querer impor uma ditadura.

Como quem o faz é um presidente de extrema-direita, basta a mesma leitura.

Porque não é o povo trabalhador a quem se arma, mas as milícias.

 

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