Bolsonaro agrada Guedes, assina mas não envia reforma administrativa

Há, no Rio, um bloco carnavalesco chamado “Concentra, Mas Não Sai”.

É mais ou menos o significado de Jair Bolsonaro ter assinado hoje à tarde, mas não enviado ao Congresso, a proposta de reforma administrativa.

Só em março começa a andar, ao que tudo indica a passos de cágado, apenas um pouco mais lenta que a reforma tributária, para a qual o Governo sequer apresentou proposta e segue apenas com os projetos da Câmara e do Senado, numa omissão inacreditável.

E bem pouco provável que consiga ser aprovada até o recesso branco do Congresso em ano de eleições.

Mas Bolsonaro assinou, meio a contragosto, como forma de fazer um agrado a Paulo Guedes, depois de os dois andarem meio às turras.

Só que os ânimos parlamentares com o governo estão no pior possível e há, no caminho, propostas que os confrontam: o Fundeb, a PEC Emergencial, a (louca) autonomia do Banco Central…

E tudo isso em meio a uma imponderável crise econômica que se esboça.

A agenda legislativa de Jair Bolsonaro vai provocar polêmica. Desfilar, porém, serão outros quinhentos.

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