Bobagens nos tribunais, no país desocupado

11 ministros do Supremo Tribunal Federal passaram a tarde discutindo o óbvio, no debate sobre a Medida Provisória da Irresponsabilidade Administrativa, que prevê serem inimputáveis os “erros grosseiros” em atos administrativos praticados durante a pandemia.

A discussão é inócua porque, claro, não cabe o Judiciário reescrever ou emendar medidas provisórias e, na verdade, ficaram os senhores e senhoras do STF fazendo “rascunho” para o Congresso remendar o diploma que, afinal, servirá para nada, porque não poderá perdoar ou pré-anistiar atos cometidos com imprudência, desídia técnica ou econômica ou esbanjamento de dinheiros públicos.

Mais cedo, o presidente do Tribunal, Dias Tofolli gastava seus conhecimentos para derrubar ordem judicial que permitia a abertura de uma barbearia na cidade de Itabaiana, em Sergipe, por conta da decisão do Presidente da República de considerar salões de cabeleireiros atividades essenciais.

Na verdade, acho que os meios jurídicos brasileiros estão tendo uma lição prática do que significa o velho aforismo “lana caprina”, usado para designar coisas sem a menor importância.

Nem parece que estão morrendo mil pessoas por dia, neste país rabelasiano semelhante ao reino da quinta-essência, onde se dedicavam, entre outras questões de alta indagação, como medir o salto das pulgas.

Enquanto isso, arde o circo da manipulação policial do processo eleitoral e estamos todos aguardando se podemos assistir os puns dos palhaços numa reunião ministerial.

Comentários no Facebook