Bivar diz que Bolsonaro briga por quem quer o dinheiro do PSL

Fortalecido pelo número pífio de deputados (15) que se dispuseram a assinar um “manifesto pró-Bolsonaro”, o presidente do PSL jogou mais lenha na fogueira da crise entre a bancada e o presidente.

Luciano Bivar disse a O Globo que “advogados querem comandar os recursos do fundo partidário” para, segundo ele, fazer “coisas não éticas”.

Entre estes, indicou “uma advogada rapina” (sic) e “um juiz desempregado” de manipularem o presidente para conseguirem “contratos para assessoria de imprensa, publicidade, advogados, compliance “.

Compliance, recorde-se, foi um dos pontos destacados por Bolsonaro como sendo uma das necessidades essenciais do partido.

O fundo partidário é da bancada e eu tenho que preservar isso. Eu não posso me dobrar a contratos e ofertas de serviços que não representem realmente nenhum processo. Isso realmente cria um desconforto. Os interesseiros do partido gozam de um relacionamento com o presidente e acham que, com isso, eles vendem esse falso poder para vender serviços ao partido. Não vão ter.

Mesmo “escorregando” para não atacar Bolsonaro e seus filhos, Bivar é, como se vê, duro ao dizer que, no mínimo, o presidente está cercado de um grupo de aproveitadores que o utiliza para abocanhar recursos do Fundo Partidário, que são, afinal, recursos públicos.

E recursos que não compete ao presidente, por não ter função na direção partidária, dirigir a utilização.

Bivar jogou Bolsonaro no meio de uma possível picaretagem que o estaria usando como gazua para abocanhar dinheiro público.

 

 

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