Até onde irão os surtos de Bolsonaro?

O senhor Jair Bolsonaro não vai parar.

Mesmo diante das dificuldades em compor uma estrutura de governo minimamente eficaz, não controla o seu processo de radicalzação, talvez na ilusão de que massas furiosas venham referendá-lo e fazer impor sua vontade.

Hoje, em  entrevista a José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, na TV Bandeirantes, disse que não houve ditadura no Brasil, mas apenas “uns probleminhas”  semelhantes a desentendimentos de casal, que Augusto Pinochet “fez o que tinha que ser feito”  ao produzir uma matança “porque dentro do Chile existiam mais de 30 mil cubanos, então tinha que ser de forma violenta pra reconquistar o seu país”, embora não se tenha notícia disso.

Partiu para cima da Folha de S. Paulo, a quem chamou de “toda a fonte do mal”.

Bolsonaro joga no confronto e na submissão do Legislativo e do Judiciário ao seu discurso tresloucado.

Se estes poderes, em nome de um “democratismo”, permanecerem apenas miando oposição a seus planos, mesmo sem apoio de massa, Bolsonaro estará a um passo de impor uma nova ditadura ao país.

Jair Bolsonaro, está se tornando evidente, é um caso de interdição.

O que não pode acontecer é que nós fiquemos discutindo o que sua ambiciosa loucura propõe.

 

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